Parvati Valley, o Himalaia indiano

A viagem a caminho de Tosh foi provavelmente uma das piores que fizemos na Índia em termos de transporte. Dessa vez pegamos um ônibus convencional numa viagem de aproximadamente 650 quilômetros de Delhi até Bhuntar. Começamos a viagem à noite e dormir não foi fácil mesmo pra nós que dormimos em qualquer condição, os assentos apertados, as estradas cheias de curvas, o frio, tráfego, paradas constantes, vendedores de chai e a buzina, que depois descobrimos são praticamente customizadas pra cada ônibus, com sons extremamente criativos mas usadas a toda hora podem virar pesadelo.


Ver no Google maps

title parvati

Depois da noite mal dormida tivemos a nossa primeira parada de manhã bem cedo, paramos numa “lanchonete” numa vila e comemos um aloo pareta e tomamos chai com parle-g (o biscoito mais vendido do mundo, praticamente uma tradição na Índia). Depois disso não conseguimos dormir, mas já notamos que a paisagem era bem diferente de Delhi ou do Rajastão, já bem ao norte era frio, mas bem verde, com grandes lagos e montanhas. As pessoas também tinham feições mais achinesadas e em vez das leve túnicas e turbantes agora víamos casacos e gorros coloridos. Parando em Bhuntar pegamos um taxi, uma mini-van que dividimos em 7 com um italiano que encontramos no caminho, pra Manikaran. Fomos por uma estradinha local com uma linda paisagem de pinheiros e montanhas todo o caminho montanha acima. Levamos mais ou menos 1:30 h pra chegar.

Manikaran e as termas

Manikaran é uma cidadezinha já no Himalaia com piscinas termais naturais entre os rios Beas e Parvati. É um centro de peregrinação hindu e sikh. Os hindus acreditam que Manu criou o ser humano em Manikaram depois de uma enchente, sendo assim um lugar sagrado com vários templos. Ficamos apenas uma tarde lá mas demos uma voltinha pela cidade e depois fomos direto pras termas pra relaxar um pouco depois de tanto tempo viajando. Em Manikaram existem as termas públicas e as privadas, como a Cris e a Drica queriam ficar de biquini e mais à vontade pegamos uma privada por 1h. Essas eram como se fossem um quarto com uma mini piscina de mais ou menos 1.5 m de profundidade com águas bem quentes e relaxantes. Depois de cozinhar por um tempo trocamos de roupa, arrumamos as malas e comemos num restaurante italiano (sim eles estão em todos os lugares) antes de sair. A idéia era ter ido de ônibus local até Pulga e depois subri a montanha caminhando até Tosh, o nosso próximo destino, mas acabamos perdendo o ônibus e o próximo seria dali a uma hora. Como já estava ficando tarde preferimos tentar achar um taxi pra nos levar. Depois de muita negociação conseguimos um.

Manikaran hot pools

Tosh, a vila no meio das montanhas

Tosh não existe nem no google maps, então você pode imaginar como é o acesso. A estrada virtualmente termina em uma pequena vila chamada Pulga indo montanha adentro a partir de Manikaran. O taxista queria dar fim na corrida ali mesmo, mas o Duda insistiu mencionando sobre uma estradinha de carroça na beira de um penhasco que ele podia usar. Depois de muita discussão conseguimos convencer o motorista a nos levar até o fim da trilha, que ele tinha toda a razão de não querer ir, era uma estradinha de mão única esburacada na beira de um penhasco super alto.

O taxista nervosíssimo, depois de vários cigarros e xingando sem parar, nos deixou na ponte que leva até a vila e dali teríamos que ir a pé. Definitivamente não é o tipo de lugar pra quem gosta de viajar de mala de rodinhas :D. Depois de uma caminhada de 10 minutos chegamos ao “centro” de Tosh, uma pequena vila no pé do Himalaia a 3 mil metros com uns 200 habitantes. O Duda já tinha vindo pra cá várias vezes, com a ajuda de um amigo morador de Tosh, alugamos um quartinho numa casinha, coisa muito comum nessas vilas sem nenhum tipo de acomodação. Pra alugar esses quartinhos é só conversar com os locais e eles indicam a pessoa certa pra essas coisas. O quarto era pequeno sem mobília, a única coisa que tínhamos eram alguns colchões velhos espalhados pelo chão e um tandoori no meio do quarto, que são pequenos fornos ideais pra aquecer a casa e assar chapati, algo como uma pizza indiana. Dormíamos nesses colchões, que forramos com grandes panos bem comuns na Índia dentro dos nossos sacos de dormir. Era quase como camping mas com um pouquinho mais de conforto :).

O banheiro era do lado de fora, esse como a música do Toquinho, não tinha nada, era apenas uma mini-casinha de madeira e um buraco no chão. Claro, não se usa papel higiênico, imagine a tragédia ambiental que seria 2 bilhões de habitantes usando papel higiênico sem nenhum saneamento. Usa-se água e a mão esquerda, por essa razão nunca cumprimente ou pague alguém com a mão esquerda, eles vão ficar muito ofendidos.

Na nossa primeira noite tivemos uma janta especial, um dos locais havia acabado de matar um carneiro (mutton) e nos convidou pra comer um cozido que estava muito bom. Durante o jantar aprendemos que a dieta do Himalaia era bem diferente da do deserto. O lado positivo da vida na montanha era o acesso abundante a água limpa dos rios que vinham do degelo das montanhas. O lado negativo era o frio, os gelados invernos poderiam cobrir as vilas de neve por semanas, isso sem aquecedores, isolamento, calefação ou qualquer coisa do gênero. Era outono e os locais trabalhavam duro pra manter-se manter aquecidos cortando lenha e na criação de ovelhas e yaks, um pequeno bovino bem peludo.

livestock

Os rebanhos proviam uma dieta mais rica em proteína e gordura, peles e como isolantes térmicos das casas. Os estábulos eram logo abaixo das casas, nesses estábulos os animais eram confinados em pequenos espaços nas noites geladas pra aumentar o calor e, como o calor sobe, isso aquecia o chão das casas que em alguns casos, eram muito bem isoladas pelas grossas paredes de pedra. O que não era o nosso caso, o nosso quarto era no segundo andar de uma casinha de madeira com frestas da espessura de um dedo. Nós tivemos que entrar na mesma onda, como lenha era muito importante pro inverno deles nós geralmente passávamos parte dos dias cortando lenha pra nos esquentar durante a noite e eventualmente comprávamos dos locais se faltasse. Aproveitávamos os dias ensolarados que eram bem agradáveis enquanto o sol estivesse alto.

No nosso segundo dia andamos por toda a vila. Pudemos ver que, diferente das cidades grandes da Índia, as pessoas tinham em geral uma vida sem necessidades. Todos tinham moradia, comida e água, assim você não via pessoas pedindo esmola ou num estado lastimável de miséria. Claro, era uma vida muito simples e dedicada ao trabalho. Enquanto nós reclamávamos de levar uma mochila hi-tech de 20 quilos nas costas, víamos os locais carregando um volume 5x maior com cordas e pano acenando felizes da vida. Mesmo o menininho que morava perto da casa que estávamos, que não tinha um braço, nos ajudava a carregar lenha feliz da vida. Tivemos a rica experiência de ver essas pessoas, que com tão menos acesso às facilidades que tínhamos, estavam sempre sorrindo e genuinamente felizes com o que tinham. Sempre que passávamos elas juntavam as mãos e nos cumprimentavam — Namastê . Vindo de lugares onde as pessoas são materialmente ricas (Brasil e Nova Zelândia – têm renda per capita acima média global de US$ 6k por ano), que podem consumir o que quiserem, e ainda assim reclamam da vida, nos fez mudar totalmente o nosso conceito de riqueza e felicidade.

No fim do dia fomos num mini restaurante, o único aberto no fim do outono. A região é movimentada no verão, com os turistas escapando do calor insuportável das cidades mais baixas. Lá comemos aloo gobi, um cozido de couve-flor e batata e tomamos coca-cola – uma das poucas bebidas seguras no local (sim até aqui eles chegam :P). A dono nos convidou para uma janta mais tarde. Quando voltamos, conhecemos mais um pessoal de Israel que tinha recém chegado na vila, um deles já tinha visitado o Brasil e insistiu em tocar uns axés antigos que ele tinha no ipod. Depois de dar “play” ele começou com umas dancinhas meio descoordenado, como não éramos fãs de axé ficamos assistindo em silêncio. A Drica não se conteve e soltou: “Cara desliga esse troço que é a pior musica que existe…“. Pra não quebrar o clima, disse que como éramos do sul, esse não era um gênero popular na nossa região. Ele ficou um pouco decepcionado, mas no fim engraçado. Depois da janta voltamos pro nosso quartinho e ficamos contando histórias em volta do tandoori antes de dormir.

Trekking no Himalaya

No nosso terceiro dia fizemos uma caminhada montanha acima, o dia estava novamente ensolarado e agradável. Andamos por horas entre pinheiros, cachoeiras e penhascos com as montanhas cobertas de neve no fundo. Uma paisagem incrível que lembra muito algumas paisagens da Nova Zelândia ou Europa, com uma escala muitas vezes maior. Na nossa caminhada tivemos a companhia de dois cachorros da vila.

Montanha abaixo

No nosso quarto e último dia voltamos de Tosh a Pulga a pé, afinal não tinha nenhum taxi disponível na vila. Era uma distância de 3km que fizemos em 1 hora. A trilha era bem estreita entre árvores e penhascos que agora com as mochilas ficou bem mais difícil. Não quero imaginar o que seria estar com malas de rodinha snum lugar desses (prometo é a última vez que falo disso). Chegando em Pulga paramos numa pequena lanchonete na beira da estrada e comemos um momo com coca-cola novamente (é a única coisa segura pra se beber nesses lugares) e esperamos o ônibus pra descer de volta pra Manikaran.

Fomos em cima do ônibus (sim, no ‘telhado’) junto com as malas, curtindo um visual de tirar o fôlego, tanto pela beleza quanto pela altura do penhasco logo ao lado da estradinha estreita que serpenteia o vale. Sempre tomando cuidado com os fios de luz e os galhos de árvores que apareciam de repente depois de cada curva. Uma experiência realmente inesquecível.

Manikaran

Depois de 4 dias sem banho (não tivemos coragem de tomar banho gelado no frio de Tosh), estávamos imundos e novamente alugamos uma piscina de água termal pra botar a higiene em dia. Logo depois pegamos um ônibus local lotado de Manikaran até Bunthar, lá jantamos num restaurante local e organizamos a nossa viagem até Dharamsala a parada do nosso próximo post.

Mais fotos

Preços

  • Ônibus Local Tosh – Manikaran RP 15 (USD 0.30 )
  • Ônibus Manikaran – Buthar RP 35 (USD 0.75)
  • Piscina termal RP 60 / h (USD 1.20)
  • Diária da casa em Tosh RP 25 / pessoa (USD 0.50)
  • Lenha pra uma noite RP 50 (USD 1.00)

40 comments

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    • Pablo disse:
    • 2 setembro, 2010 em 1:00 am

    Caramba, mais um post maneiro que vocês publicam. Vocês não cansam? :)

    Quando eu olho para o roteiro que vocês fizeram eu fico pensando “para que eu quero ver mais da mesmo na Europa?”. Estou ansioso para mudar para o outro lado do mundo logo e começar a viajar por essas bandas aí. :)

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      • Felipe disse:
      • 2 setembro, 2010 em 7:44 pm

      Não querendo puxar a sardinha pro nosso lado (do planeta), mas a asia é simplesmente incrível e de uma diversidade que faz a europa toda parecer o mesmo país… bom depois e praticamente completar o meu passaporte (falta uma pagina ainda) é o meu lugar preferido sem dúvida… Se vc gosta de viagem tem que vir…

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      • Mayarani disse:
      • 11 fevereiro, 2012 em 6:16 am

      September 20, 2011 Congrats on your run! What a wdnoerful accomplishment!Tracy @ Tracy’s Treats recently posted..

      Responder

    • Oscar disse:
    • 2 setembro, 2010 em 1:30 am

    Já estava começando a sentir saudades dos Posts por aqui!!
    Viajar pela India deve ser mesmo uma viagem antropologica hein?! O que mais impressiona é o fato de como as coisas são baratas… Mas principalmente ver que dinheiro nem sempre traz felicidade
    Adoro este espírito aventureiro de vocês..
    Até o Próximo Post 😀

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      • Felipe disse:
      • 2 setembro, 2010 em 7:57 pm

      com certeza é uma viagem pra botar todos os seus conceitos de cabeça pra baixo… e na questao de grana dá pra ver nítidamente que o ocidente é mais “rico”porque somos muito materialistas e a nossa vida gira em torno disso é um enorme contraste quando você vê alguém super pobre fazendo questão de dividir o prato de comida com você e ainda rejeitando qualquer forma de ajuda financeira.
      Quase de graça e ao mesmo tempo sem preço…

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    • Simone disse:
    • 2 setembro, 2010 em 3:54 am

    Deve ter sido mesmo uma experiência e tanto se abrigarem desta maneira tão diferente dos padrões que estamos acostumados! Este tipo de “aventura”, assim como ver de perto estas pessoas que vivem com bem menos consumo e necessidades do que nós (e que são felizes), deve levar a uma reflexão de vida e pessoal bem legal. Só de ler a gente já pensa nisso, imagine passando pessoalmente por lá!
    Fotos muito bacanas, natureza deslumbrante!

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      • Felipe disse:
      • 2 setembro, 2010 em 8:57 pm

      sem dúvida é pra realmente mudar os teus valores… tive mil e uma reflexões sobre o valor das coisas, certo e errado, bonito e feito, rico e pobre… tudo virado de ponta cabeça…
      Se as pessoas que controlam o “sistema” tivessem esse tipo de experiencia o mundo não ia ser tão injusto…

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    • Bê Castelan disse:
    • 2 setembro, 2010 em 6:38 am

    Tosh: Tá aí mais um lugar no mundo que consta na minha lista “Jamais visitar”!Hahahahah.
    Adoro seus posts, amiga! Se cuida!

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    • Bê Castelan disse:
    • 2 setembro, 2010 em 6:41 am

    Agora que ví que quem escreveu foi o Fê!
    Bom… Se cuida vc tbém! 😀
    Beijos!

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      • Felipe disse:
      • 2 setembro, 2010 em 9:12 pm

      será que a gente também tá nessa lista de jamais visitar? Estamos esperando!
      E pode até trazer a mala de rodinhas pink e a necessaire de oncinha
      Beijao pra vc o maridao e o filhote :)

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        • Bê Castelan disse:
        • 3 setembro, 2010 em 11:19 am

        Fê!
        Nossa viagem a NZ está nos planos, sim! Nos aguarde!
        E tenha certeza que qdo for nos pegar no aeroporto, vc vai me ajudar a carregar minha necessáire de oncinha!
        Qdo vai ter mais posts???

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  1. Caramba, que fotos! Isto sim se pode chamar de aventura!
    beijos

    Responder

      • Felipe disse:
      • 2 setembro, 2010 em 9:17 pm

      Valeu Patrícia, mas olhando pra trás eu acho que foi um momento bem relax. As cidades grandes da Índia são mais aventura acho heheh Bj

      Responder

  2. Pingback: Tweets that mention Parvati Valley, the Indian Himalayas — No place like here -- Topsy.com

    • Du disse:
    • 2 setembro, 2010 em 9:33 am

    Acho que eu, o De e a minha mãe não vamos chegar nessas bandas… é o problema da mala de rodinhas! hehehe

    Responder

      • Felipe disse:
      • 2 setembro, 2010 em 9:24 pm

      Até Manikaran dá pra ir tranquilo… o problema é o busão com a buzina doida… hehehe

      Responder

    • Camila disse:
    • 2 setembro, 2010 em 11:41 am

    Além dos ótimos textos, confesso que agora entro aqui só para ver o layout de cada post. Estão lindos! O NPLH é o único blog que eu faço questão de ler no site mesmo, nada de Google Reader! 😉

    Responder

      • Felipe disse:
      • 2 setembro, 2010 em 9:29 pm

      uauu!! Valeu pelo elogio.. espero que o texto também esteja legal :)

      Responder

    • Ana Rita disse:
    • 2 setembro, 2010 em 12:04 pm

    Como sempre, muito legal! Difícil guardar todos esses detalhes, né?
    Penso que esse foi o trecho de maior aventura pelo qual vcs passaram, mas também, com os “guias” que escolheram, só poderia ter sido esse “perrengue” todo. Eles adoram isso!!!
    Os valores ficam mesmo de pernas para o ar, não é mesmo?
    Viver feliz com tão pouco é estranho para nossa cultura,bom refletir sobre isso.
    As vezes penso que temos muito mais do que precisamos, nessa sociedade que incentiva cada vez mais o consumo. Tenho tentado me livrar de muita coisa que acaba sendo desnecessária, e adquirir cada vez menos.
    Já é uma tentativa, não?
    O dia em que puder conhecer a Índia, quem sabe faço ainda melhor. hehehe
    Bjs e parabéns mais uma vez.

    Responder

      • Felipe disse:
      • 2 setembro, 2010 em 10:39 pm

      em termos de aventura foi bem tranquilo até… o povo é tranquilo e o duda e a Drica ajudaram bastante acho que a maior aventura foi no marrocos quando inventamos de ir pro deserto mas isso falaremos mais tarde. No Brasil o consumismo ainda é muito forte, tem gente que trabalha como maluco pra comprar o que não tem nem tempo pra usar e no tempinho que sobra vai pro shopping center…
      Mas acho que isso tá mudando devagar, aqui principalmente ja se fala muito em sustentabilidade, carbon neutral e outros conceitos que acabam fazendo a gente voltar ao básico da vida…

      Bom mas seria demais se vocês fossem pra índia, mas tem que ir de mente aberta. Certo e errado, bom e mal, rico e pobre, triste e alegre tudo é virado 180 graus. O que normalmente é bem chocante mas ao mesmo tempo incrível.

      Quem sabe não nos encontramos todos lá :)
      Bj

      Responder

    • Sarah Wu disse:
    • 2 setembro, 2010 em 1:44 pm

    wow , these are some amazing photo collection. They’re ebautiful. I don’t know if I can be on a bus for 400 miles haha I’ll be really really tired. I especially love the children photo (girl holding a baby?). Great post.

    Responder

      • Felipe disse:
      • 2 setembro, 2010 em 10:49 pm

      Hi Sarah,
      That bus specifically was really bad, also the windy and bumpy road… but there are buses with beds that are amazing, although nothing beats the beds on trains.
      Thanks for the compliments :)

      Responder

  3. Lindo!!! Parabénsss! Leitura gostosa!

    Responder

    • Rafa disse:
    • 4 setembro, 2010 em 12:30 am

    Brothe!!! cada foto iraaaaaada!! nem comento mais dos posts q jah to sendo chato.. hahahaha!!
    show!!

    Responder

  4. Estou a cada post com mais vontade de conhecer a Índia!

    Responder

    • luciane disse:
    • 21 março, 2011 em 12:50 pm

    Oi, li com muita atenção e entusiasmo teu post…
    Em Abril irei para a India pela primeira vez: ‘New Delhi, Himachal Pradesh, Manikaran, Karlo Kastle,Main Bazarre, Paraganj’…
    Esses foram os misteriosos lugares que meu amigo escreveu, e que irei visitar…)
    Nervosa, ansiosa e muito, muito feliz!

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  5. Pingback: Northern India special edition — No place like here

    • Natália disse:
    • 1 fevereiro, 2012 em 12:10 am

    Vivendo aqui no norte da Índia (Punjab) viajar para as vilas geladas no meio do Himalaia já virou rotina. E cada vez que vou, ainda me surpreendo.Vou incluir estas vilas no meu roteiro também.

    Responder

    • himanshu disse:
    • 21 maio, 2012 em 6:28 pm

    really a helpful contribution and experience to share !!!

    Responder

    • rounak disse:
    • 22 junho, 2012 em 6:40 am

    found this in google, i went to manikaran last month but seems i missed these other places, it really looks amazing…how was the weather overall i mean the temperature ?

    Responder

    • radhey disse:
    • 18 agosto, 2012 em 3:37 am

    ….i have been to this whole trip from chandigarh to tosh with a 15 day stay in ksaul attending two of my dream parties…..n marijuana affected my memories up there dat even my whole life’s experinces can’t come over to the memories i had lived dat fortnight…<3'''!!!

    Responder

    • Rick disse:
    • 2 janeiro, 2013 em 10:55 am

    Cool photos, dunno why but its reminds me of Lord of the Rings … :)

    Responder

      • Cris disse:
      • 27 maio, 2014 em 4:12 pm

      It does, right? Perhaps the mountains…

      Responder

    • siddhiJ disse:
    • 30 maio, 2013 em 4:48 am

    Thankyou so much for writing down such eccentric details about Tosh. We r planning to visit Tosh in first week of june . I ll surely post again once back..thankyou once again..!!

    Responder

      • Cris disse:
      • 27 maio, 2014 em 4:09 pm

      Cool, how did it go? :)

      Responder

    • rouge disse:
    • 7 maio, 2014 em 3:14 am

    thanks a lot for the information…me and my friends are planning a trip to tosh from delhi from a rented car in june…. this article will be of great help now..thanks:)

    Responder

      • Cris disse:
      • 27 maio, 2014 em 3:52 pm

      no worries, have fun!! driving up there will be quite an adventure. :)

      Responder

    • navdeep chandel disse:
    • 26 julho, 2014 em 12:28 pm

    I visit tosh 2times.. I had great experience….
    M damn sure for the silence and beauty of tosh would never be seen together in any other place in earth.. Boom shankhar.. Rasatafarian :) :) ^_^

    Responder

    • saurabh disse:
    • 26 agosto, 2014 em 4:01 pm

    Seems to be a gr8 place!!! i m planning to visit this weekend itself…. Cant wait… 😀

    Responder

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