Pushkar e o Deserto do Rajastão

Pushkar é uma cidadezinha de uns quinze mil habitantes bem no centro do estado do Rajastão. Foi o Duda quem escolheu Pushkar pra ser o primeiro lugar a nos levar na Índia. Na verdade a ideia era começar pelo Himalaia mas foi a Alice, uma amiga australiana dele, quem falou: “eles moram na Nova Zelândia, já estão cansados de ver montanhas, você devia trazê-los pra Pushkar, pro deserto”. A sugestão uniu o útil ao agradável, boa parte do trabalho do meu irmão e da Drica está em Pushkar, onde fica o costureiro que trabalha pra eles, e assim eles teriam mais uma semaninha trabalhando antes de sair por aí viajando com a gente.

Até hoje eu agradeço à Alice pelo momento iluminado em que ela falou isso pro Duda. Pushkar foi ainda é um dos meus lugares prediletos na Índia. A pequena cidade que fica no centro de um deserto foi construída ao redor de um lindíssimo lago, que acredita-se ser tão antigo quanto a criação do mundo. É a única cidade da Índia dedicada a Brahma, o Deus criador do hinduísmo. O lago é sagrado e a cidade se tornou destino de peregrinos Hindus de toda a Índia. É proibida a entrada de carnes e até mesmo ovos em Pushkar. Vegetarianos, aqui é o seu lugar.

De Delhi a Pushkar no ônibus-cama

Pra ir até lá nós pegamos o ônibus saindo de Delhi em direção a Ajmer, porque Pushkar é tão pequena que nem mesmo tem uma estação rodoviária. Eu nunca tinha estado em um ônibus-cama antes e achei incrível. Não tem acentos dentro do ônibus, só camas. De um lado do corredor ficam as de casal e do outro as de solteiro, em dois andares, tipo um beliche. Como ninguém quer cair da cama no meio do corredor quando o ônibus chacoalha as camas são fechadas até a metade e a outra metade é algo parecido com uma porta de correr com vidro e uma gradinha na parte superior pra respirar, imagino eu.

Embarcamos em Delhi umas 10hs da noite, estiquei uma canga sobre a cama, fechei a “porta” e apaguei. Eu estava absolutamente exausta e com o fuso-horário ainda trocado vindo de Hong Kong.  Lembro vagamente das buzinas e barulheira saindo da cidade, das inúmeras paradas do ônibus, do Duda nos oferecendo comida nessas paradas e dos indianos vendendo “chai garam” (chá quente) dentro do ônibus, gritando e batendo na latinha, mas nada disso me acordou totalmente. Quando acordei de manhã levei um susto, tinha um indiano com o rosto colado na grade da nossa cama, como se estivesse nos espiando, mas ele estava dormindo. Sim, no chão do corredor, e ele não era o único. Bem vindos à Índia. Chegamos a Pushkar de manhã, eu, Felipe, Duda e Célio, um amigo português que tínhamos encontrado em Delhi (aham, outra coincidência…).

A Drica estava nos esperando no Lotus Hotel e quando chegamos ela e o Duda nos fizeram uma surpresa. Ela tinha ficado lá pra poder reservar o nosso “presente”: o quarto mais lindo do hotel. O hotel é extremamente simples, os banheiros são lá fora e nem sempre tem água quente no chuveiro (ou mesmo água), mas esse quarto era super especial. Ele foi todinho pintado e decorado com espelhinhos e penas de pavão por uma artista que ficou hospedada ali e abrindo a porta tínhamos a vista mais linda do lago sagrado e da cidade. Uau.

O quarto tinha tantos espelhinhos e cores que a coisa mais incrível era acender algumas velas de noite e ficar olhando as imagens dançando nas paredes. Como o quarto era pequeno não foi muito fácil tirar fotos, mas temos algumas, incluindo a vista (clique para ampliar):

Do lado de fora do quarto. Celio, Felipe, Duda, Drica & Alice.

Seis dias em Pushkar

Na semana seguinte demos várias voltas ao redor desse lago, que tem uma ponte e pra passar sobre ela é preciso tirar os sapatos, afinal estávamos passando sobre o lago sagrado. Pushkar tem uma única rua principal, onde todos tentam amontoar suas lojas, barracas, restaurantes, vendinhas, pois é por onde todos os turistas passam todos os dias. Sim, tem muitos turistas em Pushkar. Principalmente israelenses, mas isso é história pra outra hora.

Participamos com o Duda e a Drica na produção de roupas deles, aprendemos um montão de coisas com eles desde como se comportar na rua até como negociar com os vendedores e aos pouquinhos, com a ajuda deles, fomos pegando uma palavrinha de Hindi aqui outra ali. As pessoas em geral sabem falar inglês na Índia sim, principalmente em lugares turísticos como Pushkar, mas entre eles ainda usam o Hindi ou o dialeto local (cada estado tem um) e saber negociar com eles em Hindi, ou pelo menos saber os números, é uma vantagem enorme!

Passávamos bastante tempo na pousada, colocando a conversa em dia, costurando, admirando essa vista maravilhosa e observando os homens e mulheres que vem do deserto com seus turbantes e saris super coloridos rezar e lavar suas roupas no lago sagrado. Em todo fim de tarde acontece a Puja, quando grupos de pessoas se reúnem nos ghats (as escadarias que terminam no lago) pra seguir a cerimônia guiada por um Brahmana (a casta mais alta da Índia).

Saíamos pra caminhar pela cidade, visitar as lojas que têm de tudo – roupas, jogos, cadernos, bolsas, sapatos, tintas, especiarias, acessórios, … – e dá vontade de comprar tudo, porque tudo é lindo, colorido e tem um cheiro bom. Cada saída pedia uma parada obrigatória em uma casa de sucos, tá, não era uma casa, era só uma portinha, mas que vendia o suco de romã com abacaxi mais gostoso que eu já tomei na vida. Doces, doces, doces e mais doces, e muito doces!

A comida, como sempre, maravilhosa. Comíamos na pousada, nos dhabas (restaurantes locais) que o Duda já conhecia e até em restaurantes italianos. Ah é, acredite ou não, tem restaurantes italianos por toda parte na Índia. Todos os dias de manhã o Felipe tomava um lassi na pousada, uma bebida que está entre o suco e o iogurte e tem de vários sabores. Alguns lugares são autorizados a vender um tipo especial de lassi, o bhang lassi, com cannabis misturada. Mas esse só à noite, dizem eles. Nós não experimentamos.

Aí vão algumas fotos da city, é só clicar nos quadradinhos pra ampliar:

E falando em noite, geralmente ficávamos nós cinco assistindo filmes no nosso quarto. O Duda e a Drica estavam com um HD recheado de filmes novinhos! Em uma das noites foi aniversário de alguém lá da pousada e eles serviram um jantar à luz de velas lá fora pra todo mundo. Foi muito legal, só não me pergunte o que nós comemos porque eu não faço ideia, não dava pra ver nada, o que importa é que era bom! 😛

Templos e bichos

Pushkar tem muitos muitos templos. E muitos bichos também são sagrados. Além das vacas, cobras, ratos e macacos são super comuns na cidade, livres, leves, soltos e admirados. No centro da cidade as mosca são mais comuns que todos esses animais juntos, mas essas não são sagradas não, basta você não abrir a boca por ali que é tranquilo. :mrgreen:

Dos templos o mais importante é o de Brahma, que fica dentro da cidade, em seguida vem os templos de Savitri e de Saraswati, as mulheres de Brahma. Cada um deles fica no topo de dois morros próximos à cidade. A caminhada é longa e a subida é íngreme. Um belo dia o Felipe acordou cedo e empolgado e foi com o Célio até o templo de Saraswati:

Ajapal e um passeio pelo Deserto do Thar

*Deserto do Thar é o nome correto do que nós chamamos de Deserto do Rajastão

Um dia a Alice chegou contando que tinha ido até Ajapal, ela estava encantada, disse que tinha um oásis lá e um Baba (como eles carinhosamente chamam os homens renunciantes que se dedicam à religião) morando perto de um templo. Nós não tínhamos a menor ideia de onde ficava esse lugar, mas no dia seguinte alugamos três motos e fomos procurar seguindo as instruções da Alice.

A viagem até lá foi uma aventura no deserto. Eu e o Felipe em uma moto, o Duda e a Drica em outra e o Celio na terceira. No caminho a paisagem era árida com vegetação rasteira e umas árvores pequenas aqui ou ali. Nos raros lugares em que aparecia um pouco de água víamos camelos, búfalos ou cabras. Um homem, sozinho, dando banho nos búfalos. Outro, também sozinho, guiando uma cáfila de camelos (eu tive que perguntar pro Google qual é o coletivo de camelos hehe). Mulheres com cargas enormes sobre as costas ou sobre a cabeça, também sozinhas naquela estrada de areia batida que parecia não ter fim e sem nenhuma casa ao redor.

O deserto parecia ser um dos raros lugares da Índia onde não se vê milhares de pessoas aglomeradas. Tudo estava muito tranquilo até começarmos a chegar perto das vilas. Monstrinhos, digo, crianças apareciam do além correndo e gritando na nossa frente e quando diminuíamos a velocidade da moto elas tentavam segurar a moto por trás pra nos derrubar. Que brincadeira divertida né?! Não! Isso aconteceu muitas e muitas vezes, na primeira, na segunda, na terceira vilas e até quando já parecia não existir vila nenhuma os monstrinhos apareciam saltando de trás de alguma árvore. Que desespero… depois que aprendemos o Duda ia na frente e gritava, brigava com eles, o que às vezes funcionava, às vezes não. Na volta a nossa moto quase atolou na areia, não conseguíamos sair do lugar e eu via as crianças correndo e se aproximando. O Duda, a Drica e o Célio já lá na frente.. e agora? Acelera isso, Felipe!! Assim que as pestinhas nos alcançaram o Fe conseguiu desatolar a moto e arrancou, eles quase me seguraram mas eu fiquei só com alguns arranhões nas costas e nos braços. Depois eu só ria, queria ter filmado aquelas crianças maluquinhas, mas na hora o medo era maior do que o raciocínio.

Sabíamos que tínhamos chegado a Ajapal quando vimos o templo, aparentemente super antigo, um pouco em ruínas, mas lindo. O lugar realmente era um oásis. Tinha muito mais água do que qualquer outro lugar que vimos no caminho, mesmo nas vilas, a vegetação era mais verde, e tinha um salgueiro enorme! Lindo lindo lindo. Sentamos à sombra dele até que um rapaz veio nos perguntar se estávamos lá pra ver o Baba e nos levou até ele. Todo vestido de preto, o Duda nos explicou que era um Kali Baba (devoto da Deusa Kali). Sentamos ao redor dele enquanto ele cortava vegetais e ia colocando dentro da panela, ele foi super simpático, conversamos por um tempo, deixamos uns presentinhos e nos despedimos dele e da dezena de cachorros que moravam lá com ele, mais a vaca e seu bezerro…

Ficamos mais um tempo por ali conhecendo o templo, que parecia abandonado mas na frente tinha um cara acampado vendendo chai. Perto do templo vimos pavões reais!! Eu fiquei absolutamente encantada de ver pavões assim soltos na natureza. E meu irmão que é ornitólogo então… 😀

Fotinhos de Ajapal e do caminho:

Quando voltamos pra Pushkar a cidade estava fervendo, a cada dia que passava mais gente chegava de todas as partes da Índia trazendo consigo animais, produtos, família… Era Outubro e a famosa Camel Fair começaria na semana seguinte. É um dos maiores camelódromos do mundo (aha! descobrimos de onde vem essa palavra!), e as pessoas realmente vem aqui pra vender e comprar camelos, entre outras milhões de coisas, claro. Inclusive arranjar casamentos.

Mas no dia seguinte pegamos outro ônibus-cama de volta pra Delhi e perdemos o camelódromo. Dessa vez nossa cama era na parte de cima e a última no fundo do ônibus, ou seja, bem em cima das rodas. Pulava muuuito e várias vezes durante durante a noite eu achava que estava sonhando, mas era tudo verdade, eu acordava com o corpo todo no ar “wooooooowwww”, caía de volta na cama e continuava dormindo até o próximo pulo.

Preços

Pra quem pensa em ir pra lá, considere esses preços apenas como aproximados, algumas coisas podem ter mudado de lá pra cá e a negociação na hora da compra sempre interfere. A taxa de conversão Rúpia/Dólar é de hoje.

  • Ônibus Delhi > Pushkar: 250 Rúpias por pessoa – USD 5.45
  • Quarto no Lotus hotel: 200 Rúpias por dia – USD 4.35
  • Refeições incluindo bebida: 150 Rúpias por casal – USD 3.26
  • Aluguel da moto por um dia: 100 Rúpias – USD 2.17
  • Ônibus Pushkar > Delhi: 260 Rúpias por pessoa – USD 5.65

47 comments

Faça um comentário
  1. Que delicia de viagem, meu Deus! A cada post as fotos estao mais incriveis, quanta experiencia diferente. E aquele onibus, entao? To adorando, Cris, louca pelo proximo post!

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      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 10:50 am

      Obrigada Mari xará de sobrenome! :)
      O ônibus é o máximo, queria que todo ônibus de viagem fosse assim.

      Responder

    • Pablo disse:
    • 10 agosto, 2010 em 11:57 pm

    O blog de vocês tá ficando hors concours. Conteúdo e fotografia fantásticos. Parabéns!

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 10:52 am

      Valeu Pablo! Um elogio sobre as fotos vindo de você é especial né… suas fotos são demais!

      Responder

        • Pablo disse:
        • 12 agosto, 2010 em 7:11 pm

        Quem dera ser realmente um bom fotógrafo. Eu apenas tento. 😉

        O primeiro segredo é só mostrar as que ficaram menos ruins. 😀

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  2. Pingback: Tweets that mention Pushkar and the Rajasthan Desert — No place like here -- Topsy.com

    • Oscar disse:
    • 11 agosto, 2010 em 12:14 am

    Muiiito Legal!!!

    Adorando esta série sobre a India!! As Fotos estão uma mais legal que a outra..

    Parabens!!

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 10:53 am

      Brigadinha, Oscar. 😀

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    • Clarissa disse:
    • 11 agosto, 2010 em 1:46 am

    Cris, adorei o posts! As fotos são lindas, e você escreve de um jeito gostoso, que faz a gente viajar com você…

    Essa deve ter sido de fato uma viagem fantástica, porque é disparada um dos melhores relatos que eu já vi sobre a ìndia… Tanto em aventuras, quanto em riqueza de detalhes, quanto em sensibilidade para as belezas que tem por lá… Que, como toda beleza, é preciso saber ter olhos para ver, e nem sempre as pessoas conseguem descrever sobre suas viagens com esse “quê a mais!

    Parabéns! To adorando acompanhar!
    beijos,
    Clarissa

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 11:02 am

      “É preciso saber ter olhos pra ver a beleza da Índia”.
      Tchanaamm!! Você falou a frase mágica, Clarissa! É exatamente isso.
      É bem fácil ir pra Pushkar e odiar também. Afinal a cidade é linda e muito mais tranquila do que outras cidades maiores, mas continua sendo Índia… com todos os seus contrastes.

      Super obrigada pelo comment e pelos elogios.
      Beijão xx

      Responder

    • Rafa disse:
    • 11 agosto, 2010 em 2:16 am

    Caaaaara q lugar irado!! vejo os posts e me da muita vontade de botar o peh no mundo!!

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 11:02 am

      Demorou, Rafa! Não passe vontade. :mrgreen:

      Responder

    • Camila disse:
    • 11 agosto, 2010 em 3:01 am

    Adorei suas impressões de Pushkar, principalmente porque elas retratam coisas que eu não imaginava sobre a Índia. Cheiros bons, comidas smepre deliciosas… Acho que eu já iria gostar de cara por saber que lá não precisaria me preocupar com a comida. Sou vegetariana e acho que deve ser um sonho pedir qualquer prato em um restaurante sem fazer muitas perguntas. 😉

    E essas crianças malucas??? Fiquei impressionada!

    Beijos!

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 11:27 am

      Oi Camila!
      O cheiro das coisas é muito bom! Da cidade nem tanto, talvez se tirassem o lixo, os cocôs de vaca e de camelo, os macacos… a cidade cheirasse melhor. rs
      Mas as coisas cheiram a incenso, até hoje quando pego alguma coisa que comprei por lá eu fico cheirando e adoro. hehehe

      Eu AMO comida indiana, então sou suspeita. Depende do gosto de cada um né, mas mesmo pra quem não gosta tem outras opções também, como os italianos que eu citei.
      Pushkar é extrema, mas a Índia todas é meio vegetariana, são raros os restaurantes que você encontra carne, mesmo em Delhi. Você ia se dar bem por lá sim. 😀

      Beijoss xx

      Responder

    • Eliane disse:
    • 11 agosto, 2010 em 4:47 am

    Esses posts são mesmo de perder o fôlego! Maravilhosos!
    Bjs, Eliane

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 11:31 am

      Obrigada Eliane!
      Oba! Aprendi seu nome agora! Antes só te conhecia por 1001roteirinhos :)

      Responder

      • You’ve really helped me understand the issues. Thanks.

        Responder

      • Good day. Very nice blog!! Man .. Excellent .. Superb .. I will bookmark your web site and take the feeds additionally…I am glad to find a lot of useful information here in the post. Thanks for sharing…

        Responder

    • Carina-Senzatia disse:
    • 11 agosto, 2010 em 6:26 am

    Uau!!! Estou embasbacada com a beleza deste post, e sabe que já estou até comecando a pensar em conhecer a India?? 😉
    Parabéns pelas fotos, estao belíssimas!

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 11:42 am

      Eeeee valeu Carina! Esse foi o melhor elogio. 😀
      Conhecer a Índia é uma experiência inesquecível, isso posso te garantir.

      Responder

    • Antonio Campos disse:
    • 11 agosto, 2010 em 8:28 am

    Querida Filha,
    Simplesmente delicioso este post,principalmente a parte sobre os monstrinhos,ri como há muito não fazia, imaginando a cena. Continue com o mesmo estilo e forma nos próximos, para que a gente possa aprender e se deliciar, ainda mais, sobre esta maravilhosa aventura e experiência que tiveram.
    Um grande beijo, te amo.

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 11:45 am

      Obrigada papi!!
      Os monstrinhos agora são engraçados né, mas na hora foi desesperador!! Se vocês forem pra lá visitar o Duda e resolverem conhecer o deserto, acho melhor irem de carro. heheh

      Lov u too!! Beijão xx

      Responder

  3. Pingback: Northern India special edition — No place like here

    • Ana Padilha disse:
    • 11 agosto, 2010 em 9:48 am

    Cris

    Acho que este post é o meu favorito até agora!!! Ri demais quando você contou dos monstrinhos correndo atrás da moto! rsrsrs

    Tá lindo o blog!

    Bju bju

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 11:49 am

      Valeu Ana!!
      Depois preciso procurar nos nossos vídeos se não tem nenhum dos monstrinhos mesmo… é possível que até tenha alguma coisa. 😉
      Beijão xx

      Responder

    • Du disse:
    • 11 agosto, 2010 em 1:17 pm

    Que delicia! Cada vez que leio um post de vcs eu penso: “nao vejo a hora de estar la!” Ja tinha incluido Pushkar no nosso roteiro, agora fiquei ainda mais a fim! So nao gostei dos ratos e das cobras sagradas e fiquei com medo das criancas-monstrinhos! :)

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 2:12 pm

      Delícia é vocês estarem com data marcada pra ir pra lá, Du! 😀
      Se prepara, porque os ratos e as cobras estão por tudo, não é só Pushkar não… rs Mas as crianças-monstrinhos eu só vi lá no deserto.

      E cuidado quando for tirar os sapatos pra andar na ponte.. sempre tem uns “obstáculos” no caminho que não é legal pisar em cima. hehehehe

      Responder

        • Du disse:
        • 11 agosto, 2010 em 3:08 pm

        Caramba… Depois eu tenho pesadelo com rato e cobra! Ai, meu Deus!! Acho que a India vai quebrar meus paradigmas, minhas barreiras! “Meda”! :)

        Responder

          • Livia disse:
          • 8 janeiro, 2017 em 11:20 am

          And I thought I was the sensible one. Thanks for setting me stagtrhi.

          Responder

        • Not always. Dogs noses are usually wet but sometimes not. If it is dry in your home than the moisture usually on your dogs nose is going to evaporate quickly and seem dry to you. I wouldn’t worry unless he is showing signs of being ill. A dogs nose is not a good way to tell if there is something wrong with your dog.

          Responder

    • Natália disse:
    • 11 agosto, 2010 em 1:50 pm

    Incrível!!!!
    Nem sei dizer do que mais gostei… Estou dividida entre o ônibus cama, o deserto, a descrição dos cheiros… Enfim, tudo!
    A Índia acaba de entrar para a minha lista de destinos! Obrigada por me apresentar melhor! =))
    Beijinhos!

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 2:19 pm

      Que legal, Natália!
      A Índia é um país incrível mesmo, essa é a palava!!
      Esse é só um pedacinho pequenino dela… mas um pedacinho bem especial. :)
      Beijos beijos xx

      Responder

    • Erica disse:
    • 11 agosto, 2010 em 8:41 pm

    Fantastic as always. I have to say that your travel mates are beautiful. :X

    I, too, am a sucker for pretty, colorful things that smell good. I would have to send a million boxes home.

    Responder

      • Cris disse:
      • 11 agosto, 2010 em 9:53 pm

      Thanks Erica!
      We sent a 20kg box home! But that included my brother’s stuff too… BTW, I think you’d like their clothes collection. 😉
      And yeah… I totally agree that they are beautiful, but I’m the sister so I don’t know if my opinion counts.
      xx

      Responder

    • lorraine disse:
    • 13 agosto, 2010 em 9:45 am

    Que lindo este post!!!

    Só passando pra deixar um alô!!!!

    bjoss

    Responder

      • Cris disse:
      • 13 agosto, 2010 em 2:37 pm

      Alô alô! Obrigada!! 😀

      Responder

  4. AWESOME post, my favorite this week! I never went to Pushkar, would LOVE to visit next time I go to India! Incredible photos, love the layout, it’s so inspirational! Thanks!

    Responder

      • Cris disse:
      • 17 agosto, 2010 em 12:27 pm

      How nice to see you here, Sofia! And wow, thank you for the compliments. 😀
      Pushkar is lovely! Next time in India I want to go to different places but really wanna go to Pushkar again! Would love to be there during the Camel Fair.

      Responder

      • Hasan disse:
      • 10 fevereiro, 2012 em 12:25 pm

      mrbacuck on August 30, 2011 i love how i can be myself w/o worrying so much about what everyone else is thinking about me all the time :]

      Responder

    • Celina disse:
    • 12 setembro, 2010 em 2:29 pm

    Olá Cris. Pois bem, aqui estou completamente surtada com as fotos e logico com as respectivas viagens! UAU! Só não entendi o twit… quem sobre o mala de rodinha estar te seguindo, que lê o NPLH vai entender… me explica?
    adorei o blog, é preciso ler em capítulos, e degustar cada post! Fantástico!

    Responder

      • Cris disse:
      • 12 setembro, 2010 em 3:27 pm

      Oi Celina! Que legal ver você por aqui, e agora também aprendi seu nome. 😀
      Super obrigada pelo comment!!
      Sobre o tweet, é que a gente quase sempre viaja de mochila, no post de Delhi eu falei que Paharganj não era um lugar pra quem viaja com mala de rodinhas… e isso gerou uma discussão nos comentários, algumas pessoas não gostaram, acabou indo parar no Twitter e até agora a gente ainda brinca com isso – no post de Parvati Valley o Felipe fala sobre isso de novo.
      Mas a gente não tem nada contra não… cada viagem é de um jeito né?!
      Beijos e bem vinda!!

      Responder

        • Celina disse:
        • 13 setembro, 2010 em 10:55 am

        Claro. No meu caso vou sempre para Europa, na maioria das vezes, de lowcost ou trem. Então, minha pequena companheira, tem muita estória para contar e acabou virando blog. Espero sua visita !
        ttp://www.maladerodinhaenecessaire.wordpress.com

        Responder

    • roberto leal miranda disse:
    • 4 julho, 2012 em 6:52 am

    oie…este ano tambem estive na india e nepal,tambem fiquei no lotus hotel em pushkar,hahahuhu…bjusssssssssss.namaste!pena que justo agora nao pude ler todo o site.

    Responder

    • vanda disse:
    • 6 maio, 2013 em 5:16 am

    FUI A UMA FEIRA NO RIO DE JANEIRO E COMPREI UMA COLCHA LINDA DE PUSHKAR.MAS ADORARIA VISITAR ESSE LUGAREJO. GOSTO DE COMIDA INDIANA. ABR.

    Responder

      • Cris disse:
      • 27 maio, 2014 em 4:10 pm

      Que legal, Vanda. Pushkar é um lugar muito especial! Merece a visita sim.

      Responder

    • Marcelo disse:
    • 18 março, 2014 em 2:05 pm

    Olá, gostaria de saber informações do onibus cama, se possui ar condicionado, e como faço pra pegar. Ele me deixa em Pushkar? Gostaria de tirar algumas dúvidas com vcs se possível. Muito obrigado

    Responder

      • Cris disse:
      • 27 maio, 2014 em 4:06 pm

      Oi Marcelo, o ônibus cama que nós pegamos não tinha ar condicionado, pelo contrário, na verdade ele era beeem simples. Compramos os tickets numa agência em Paharganj, o ônibus parava na rua mesmo lá perto (fomos andando) e vai até Pushkar sim. Espero ter ajudado.

      Responder

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