Apaixonados por Bali

Selamat pagi pessoal. Estamos na Indonésia há 2 semanas, mas parece muito muito mais e como faz tempo que não escrevemos, se preparem que aí vem história. É um sentimento de novidade a cada minuto e ao mesmo tempo de identificação, alguma coisa aqui faz eu me sentir em casa. A Nova Zelândia parece estar tão distante agora, a sensação é de que a Austrália foi não mais do que uma passagem rápida e de que a viagem começou mesmo no dia em que decolamos de Perth. Hoje, mais precisamente, estamos em Lombok, umas das ilhas de Nusa Tenggara, mas eu vim aqui contar um pouquinho do que foram as primeiras semanas em Bali.

Chegada

No aeroporto de Perth e durante todo o vôo me bateu um nervosismo fora do normal. Meu coração parecia que ia sair pela boca, eu ficava com tontura e não conseguia explicar para o Felipe por quê. Só depois é que fui entender que eu estava prestes a me apaixonar. Foi amor à primeira vista das cores, do mar, da arquitetura, dos sorrisos; ao primeiro cheiro de sândalo, do mar e dos restaurantes; ao primeiro som de sinos, do mar, das buzinas, à  primeira vontade de arrancar a bota, a calça e ficar só com o vestido já nos 30 graus dentro do aeroporto. Amor daqueles que mesmo sabendo dos defeitos do outro, se apaixona a cada dia mais. Bali  é apaixonante. Mesmo com a pobreza intrínseca, o trânsito caótico, poluído e barulhento, os esgotos abertos, o lixo nas ruas, a corrupção, o número excessivo de turistas… Bali continua sendo apaixonante. O pouco que conhecemos da ilha antes de vir pra Lombok nos mostrou que Bali é linda, colorida e sorridente. Cada esquina, cada casa, cada objeto, é um exemplo de que Bali transborda arte, culura e história por todos os poros. A comida é maravilhosa. Antes de sair recebemos vários avisos de nem mesmo escovar os dentes com água da torneira por risco de contaminação, mesmo assim desde o primeiro dia tomamos sucos naturais, chá com gelo, comemos em pequenos restaurantes locais (que não falam inglês, não servem comida ocidental e não cobram 5x o preço normal) e sim, escovamos os dentes normalmente com a água da torneira e ainda não tivemos nenhum problema, nem eu nem o Felipe.

Imigração

Saímos de Perth com 1 hora de atraso e chegamos ao aeroporto de Denpasar (que na verdade não fica em Denpasar) às 3:30 da tarde. Primeira parada foi para pagar o visto – US$25 cada, ou 50.000 Rúpias os dois, já que o Felipe tinha tirado algumas Rúpias antes de sair da Austrália. Segunda e loooonga parada foi na fila da imigração, que apesar da espera de aproximadamente 1 hora, foi bem tranqüila, pegaram nossos passaportes, os formulários que preenchemos dentro do vôo, o recibo de pagamento e devolveram com o carimbo “Republic of Indonesia” com visto de 30 dias. Nenhuma pergunta, nenhum outro documento, simples assim. Quando enfim conseguimos passar, nossas malas estavam nos esperando no chão do saguão do aeroporto. Seguranças do aeroporto entregavam as malas para seus respectivos donos. Também passamos pelos policiais com as malas e pranchas de surf sem nenhuma pergunta e nem mesmo raio-x. Mas atrás de mim vi um cara tendo que colocar as pranchas de surf em cima da mesa, abrir e mostrar o que tinha dentro. A lei indonesiana tem tolerância zero para posse de drogas e se encontrarem qualquer coisa, a pessoa pode pegar pena de morte por aqui. Saindo do aeroporto, tinha uma multidão do lado de fora. Uma loucura geral, todos se amontoando atrás de um portãozinho, gritando, segurando plaquinhas com nomes, se empurrando… muita muita gente mesmo e muito, mas muito calor. E de lá de dentro do aeroporto já vimos o Pasqual e a Ale, no cantinho, um pouquinho separados da multidão, acenando pra gente.

Recepção em Bali

Pasqual e Ale são um casal de muito bons e queridos amigos nossos, também de Curitiba e que também moram na Nova Zelândia, eles saíram de viagem 1 mês antes da gente e nos acompanharão em vários trechos do caminho. Eles chegaram na Indonésia também 1 mês antes e quando chegamos eles não só estavam nos esperando no aeroporto como também já agilizaram um taxi para nos levar pra casa de um amigo e já tinham até alugado uma motoquinha pra gente pro próximo mês. Valeu muuuuito, queridos! Em Cingapura a gente espera vocês. Fomos de taxi até a casa do Luís, outro brasileiro, também de Curitiba, que mora em Bali há 7 meses com a mulher, Aline, que é da Suíça. A casa do Luís fica em Sanur, uma cidade na costa leste de Bali. O primeiro susto foi o trânsito, já conhecíamos a fama do caos do trânsito daqui, mas de dentro do taxi ficamos mesmo impressionados. Muitas muitas motos, às vezes famílias inteiras em cima de uma moto, os carros e motos se amontoam, se ultrapassam, viram na frente uns dos outros sem esperar a sua vez, só avisam com uma buzinadinha.. ou seja.. todo mundo buzina o tempo todo e parece que todo mundo “quase bate“ o tempo todo também. Na casa do Luís enfim consegui tirar a bota e a calça e dar uma relaxada. Pagamos o aluguel da nossa moto, 600.000 rúpias pra um mês, o que é equivalente a US$60 (isso mesmo, 2 dólares por dia). De noite nos mudamos os quatro para a “Kesari Sanur”, uma pousada excelente em Sanur, estilo mais ocidental, com piscina, internet e quartos com ar condicionado. Preço: 150,000 rúpias por dia cada quarto – 7,50 dólares por pessoa. Ficamos 3 dias hospedados lá e depois nos mudamos pra “Sun House”, outra pousada excelente, de estilo mais balinês, mas também com piscina, ar condicionado e o mesmo preço. Ficamos mais 2 dias lá. Recomendo qualquer uma das duas pra quem estiver pensando em ir pra Sanur, só a piscina já vale muito a pena nesse calorzão.

Entrando no ritmo em Sanur

Foi ótimo ficar os 5 primeiros dias parados em Sanur. Primeiro porque com isso conseguimos desacelerar, nos climatizar e entrar no ritmo de Bali, que como qualquer lugar quente é bem lento. Depois porque tivemos alguns contratempos: Logo no segundo dia nosso aqui os meninos foram surfar bem cedinho e o Felipe voltou com a prancha quebrada no meio e teve que mandar a prancha pro conserto, ele pode contar essa história com mais detalhes depois, já que eu nem estava junto. Eu passei a manhã caminhando pelas ruas de Sanur, me perdi, fui parar na areia da praia, que tem a areia grossa, a água do mar tem muitas algas e só tem gente tomando sol na frente dos resorts… por fim achei o caminho de volta pra pousada, que foi o tempo todo assim: “Hello! How are you?”, “Hello, good and you?”, “Need transport?”, “No, thank you.”, “Maybe tomorrow?”, “No, thank you.”, “Maybe later?”, “Hello.. need transport?”, “…”,  “Maybe tomorrow?”, “…”, “Hello! How are you?”, “… Hello (sorriso)…”, “Need transport?”, “Where are you from?”… Mulher andando sozinha nas ruas de Bali é assim… todos os homens dizem “hello”. Todos! Sem excessão. Em compensação quando saí de tarde com a Ale e os meninos junto, eles mal olharam pra gente. De noite saímos pra jantar e enquanto eu e a Ale esperávamos pelos meninos no restaurante o Felipe caiu com a moto. Chegou no restaurante cheio de curativos no pé, perna e braço direitos. Disse que foi uma bobeira, escorregou na areia, sozinho, bem devagar, mas se esfolou todo e já que ele não podia surfar, sem prancha e machucado, com dor e com  medo de pegar uma infecção, isso foi mais um motivo pra ficarmos de molho mais uns dias em Sanur, aproveitando a piscina da pousada, passeando pela cidadezinha, nos adaptando ao estilo balinês e saindo com nossos amigos. Aprendemos o preço justo das coisas, conhecemos alguns “warungs” (pequenos restaurantes) locais graças ao Luís que mora aqui, decoramos algumas palavras em Bahasa Indonesia e o Felipe se divertiu pechinchando preços com os vendedores.

No coração de Bali – Ubud

Na sexta-feira fomos pra Ubud. A cidade fica mais para o centro da ilha, e de 10 anos pra cá está passando por um “boom” turístico que não existia antes por lá. Não é pra menos, Ubud é cercada por templos hiduístas, sítios arqueológicos, museus, galerias de arte, além de ser a cidade que abriga o palácio real de Bali. É lá que acontecem as principais exibições artísticas, seja artes plásticas, música, dança ou teatro. Ubud tem também inúmeras lojas mais ou menos luxuosas e um mercado central com barracas vendendo produtos típicos balineses: roupas, sarongs, jóias, móveis, peças de decoração, especiarias e muito mais.

Wena Homestay

Passamos 4 dias em Ubud. Nos hospedamos na “Wena Homestay”, como o nome já diz é uma casa de família que tem quartos para alugar, que o Pasqual e a Ale já tinham ficado antes. Custou 70.000 Rúpias por dia cada quarto incluindo café da manhã – 3,50 dólares americanos por pessoa. O lugar é bem gostoso, a família nos tratou extremamente bem e pudemos estar um pouco mais perto do estilo de vida deles. Os quartos são bem simples e espaçosos, com ventilador no teto, o banheiro não tem papel higiênico nem descarga (mais tem uma torneira e um balde que fazem o mesmo serviço) e tem água quente no chuveiro. O terreno é enorme com um jardim lindo que tinha uma fonte com carpas dentro. O café da manhã sempre tinha salada de frutas, panqueca de bananas ou torradas com ovo, chá e café balinês (eles colocam o pó direto na xícara, que depois de um tempo fica só no fundo e é uma delícia). Outra coisa diferente daqui da Indonésia é que o açúcar geralmente é líquido.

A Floresta dos Macacos e Goa Gajah, a Caverna do Elefante

Em Ubud visitamos a floresta sagrada dos macacos, que tem alguns templos lá dentro e muitos macacos que andam soltos no meio das pessoas, geralmente atrás de uma banana. Tínhamos levado um cacho de bananas, pois o pessoal da casa tinha nos avisado que às vezes os macacos roubam algum objeto nosso e temos que trocar com eles por uma banana, mas logo na entrada veio um macaco bigodudo e roubou o cacho inteiro da mão do Pasqual, quando ele percebeu o macaco já estava em cima do telhado comendo todas as bananas. Ainda bem que tudo que eles nos roubaram lá dentro foram sustos e sorrisos. Visitamos também um lugar chamado “Goa Gajah”, ou Caverna do Elefante, também sagrado para os hinduístas que acredita-se ser do século XI. O lugar é imenso, lá dentro tudo é sagrado,  tem várias imagens de Ganesh (o filho de Shiva com cabeça de Elefante), do Lingam de Shiva, de Hariti (a deusa que se converteru e se tornou protetora das crianças), tem uma estátua de Buda imensa que desmoronou e está em ruínas, tem imagens de bichos esculpidas nas pedras e nos explicaram que podemos nos benzer com a água das fontes e do rio, que também é sagrado. A Caverna em si é um buraco numa pedra que dizem ser super profunda e escura, não pudemos ir muito longe, mas vimos várias oferendas que as pessoas deixam por lá.

Oferendas

Oferendas aliás é o que  mais vemos em Bali. Todos os dias, em todos os lugares, lojas, casas, templos, muita vezes mais de uma. O povo é muito religioso. O curioso é que ele fazem o oferendas tanto para os espíritos do bem, que segundo a crença deles vivem no alto, nas montanhas, quanto para os do mal, que vivem no fundo do oceano. Nós, humanos, vivemos no meio.

Legong, Barong e o mercado

Em Ubud também assistimos a um show de dança / teatro típico balinês chamado Lebong e Barong Dance que foi apresentado no Palácio Real à noite. Visitamos um campo de plantação de arroz. E claro que não resistimos e entramos na loucura do mercado central. Os vendedores falam todos ao mesmo tempo, nos puxam pelo braço pra dentro das suas barracas, oferecem seus produtos, gritam os preços, baixam os preços, pedem pra dizermos quanto queremos pagar, mesmo que não estejamos interessados no produto. É estressante, cansativo e muito divertido ao mesmo tempo. “Sarong? Sarong? Cheap price!”, “How much you want? Tell me, how much you want to pay?”, “Cheap price!”, “I say hundred thousand but you bargain!”, “Pipty thousand, pourty thousand…. ok, twenty pive thousand por you, only because you have a good smile”.

Cremação

Na casa várias mulheres trabalhavam fazendo confeitos para a cerimônia de cremação dos pais que vai acontecer só em novembro. Ficamos sabendo que ser cremado para eles é umas das coisas mais importantes que existe e que para um criminoso a pena de não ser cremado quando morrer pode ser pior do que a pena de morte em si. Porém a cerimônia de cremação é muito cara para eles, que são na maioria bem pobres, e geralmente é feita uma cerimônia coletiva que toda a comunidade trabalha para que aconteça. As mulheres começavam a trabalhar com as massinhas bem cedo e de noite ainda estava lá. Fazendo coisinhas lindas e conversando. E ainda faltam 2 meses pra cerimônia acontecer.

Arrumando as malas pra Lombok

Na terça-feira voltamos pra Sanur pra buscar as pranchas de surf que tinham ficado na casa do Luís com nossas malas maiores (estamos viajando só com as mochilas pequenas por aqui). Pegamos umas dicas sobre Lombok com o Luís e com a Aline. Almoçamos em um Warung bem local tentando nos fazer entender com nosso fraquíssimo Bahasa Indonesia. E voltamos pra estrada por mais de uma hora até Padangbai, também na costa leste de Bali onde fica o terminal do Ferry pra Lombok. Em Padangbai ficamos em uma pousada também por 70.000 Rúpias com café da manhã, o banheiro tinha descarga dessa vez, mas não tinha água quente. Depois do café da manhã seguimos para o Ferry, que custa 92.000 Rúpias (US$ 9,20) para a moto com duas pessoas – 5 horas de viagem até Lembar, em Lombok, Nusa Tenggara.

15 comments

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    • Dawn disse:
    • 6 outubro, 2008 em 1:26 am

    Sounds like you are having a GREAT time!!!!

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    • Decarlos disse:
    • 6 outubro, 2008 em 9:56 am

    Whats up guys ?????????
    Daee meus queridos tudo bem por ai ? Muita saudade de vcs pelo jeito a trip ta sendo so curticao muito show.
    sabadao fomos dar uma banda em Cape Palliser show de bola e um vento inacreditavel lembrou um pouco as trips de surf de final de semana com vcs.
    anyway espero que esteja tudo bem com vcs por ai.
    grande abraco e continuem curtindo
    falow

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  1. Pingback: Funny Blog » Blog Archive » In love with Bali

    • Fernanda Bruel - Ctba - NZ disse:
    • 6 outubro, 2008 em 3:49 pm

    Oi Cris e Felipe!!Q bom q vcs estao bem, e aproveitando cada momento dessa viagem.
    Estou aqui orando para q Deus esteja com vcs em todo tempo.
    E sempre q der atualizem o blog, muito massa ler.
    Um abracao.

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    • camila disse:
    • 8 outubro, 2008 em 1:09 am

    Deve ser um lugar maravilhoso!
    aproveitem!

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  2. Pingback: Funny Blog » Blog Archive » Comment on In blove/b with Bali by bFunny/b Blog » Blog Archive » In b…/b

    • Anthony disse:
    • 8 outubro, 2008 em 6:54 am

    Cris… I think you were right… I found a brasileña… and I just might want to go back to Brazil and stay there instead… and she is from, well its obvious: Curitiba ,)

    Not even Florianopolis had a better one!

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  3. I’ve always wanted to go to Bali….it sounds like you are having an amazing time. Post more photos though!!!!

    Are you going to go to the Gili Islands?

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  4. Not bad! I appreciate your effort in writing this

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    • camila disse:
    • 10 outubro, 2008 em 1:09 am

    Nossa.. muito show essa viajem… estamos preparando a nossa..
    mas por causa dessa crise que está atingindo todo mundo… tivemos que adiar…

    com vocês ae, essa crise alterou alguma coisa?? está dificiltando algo? a grana ficou mais curta???

    espero q tudo de certo!

    sorte ae!

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    • Cris disse:
    • 11 outubro, 2008 em 3:23 am

    @Anthony – and I didn’t even use my crystal ball to find that out! heheheh

    @Matt – No Gili Islands for us this time.. I really wanted to go, as it was so well recommend by our friends.. but we went to Kuta in Lombok (very different from Bali’s Kuta, as I heard), and it was on the deep south of the Island.. we were riding motorbikes.. and it’s a looong way to the Gilis. Another thing left for the next time. =)
    There are more photos on my Flickr, if you want to see… but I certainly have to update our photos page over here, with our favourites. Just need a better internet connection though..

    @Camila – sabemos da crise porque lemos jornal… e só por isso… porque na prática não está nos afetando não.
    O dinheiro que precisávamos, juntamos antes de sair da Nova Zelândia, quando essa crise já dava sinais mas ainda não tinha explodido.
    O dólar Neo Zelandês parece estar segurando bem as pontas até agora em relação às outras moedas do mundo.
    A parte mais cara da viagem foram as passagens, que já estão pagas. E até agora os preços das coisas não parecem estar tão acima do que tínhamos previsto, pelo contrário, com menos gente comprando é mais fácil de pechinchar com os vendedores.
    Crise é sempre um período complicado.. mas pode ser uma boa oportunidade também..

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    • Theresa disse:
    • 11 outubro, 2008 em 9:08 am

    Wow! What an update. I’m glad to see some news from you all, and I’m especially happy to hear that you are having a good time. Can’t wait to read more!

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    • Cam disse:
    • 12 outubro, 2008 em 4:48 pm

    Hey Cris,

    Looks like you guys are having a great time, I got your comment but had to pull the post I got a bit more attention than I expected, I might have to stick to less political topics from now on..
    I’m in Perth at the moment been here for two days, nice and warm, finally!
    Peace and Love

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  5. Que delícia…
    Começo a ler o relato de vocês e a saudades vai batendo!!
    Bali é realmente apaixonante!

    Beijos

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    • ELIZABETH disse:
    • 1 outubro, 2009 em 12:05 pm

    Oi Cris:

    também estive em Bali na casa do Luiz e Aline, passei 30 dias do mês de Julho lá. Concordo com vc em tudo que disse sobre Bali.
    Detalhe: sou a mãe do Luiz hahahahahahha.

    um abraço

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