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No Place Like Here – Cris and Felipe Round the World

Nós não abandonamos o blog, só demos uma pausa para viajar

Sim, nós já estamos no Chile, há quatro dias de terminar nossa viagem. Nos últimos 5 meses passamos pela Indonésia, Cingapura, Malásia, Tailândia, Hong Kong, Índia, Inglaterra, França, Espanha, Marrocos, Brasil e Peru.. Enquanto isso o NPLH está parado em Lombok. Mas por que paramos de escrever?? Ai vão alguns motivos:

  • Quando resolvemos dar essa pausa já estávamos um mês atrasados na nossa viagem.
  • Temos muitas fotos (muitas mesmo!), e selecionar as melhores para os nossos posts não é tarefa das mais simples
  • Levamos em média 4 horas para escrever, traduzir, corrigir, diagramar e selecionar imagens para cada post e acreditem, parar durante 4 horas não cabia na nossa agenda, que era sempre cheia em cada um dos lugares.
  • Passamos por muitos lugares remotos como Sul de Lombok,  Deserto do Rajastão, Cordilheira do Himalaia, Deserto do Saara, etc. e nesses lugares quando havia internet (o que era bem raro!), ela era cara, lenta e de difícil acesso. Isso acabava nos atrasando mais ainda.
  • Tentávamos tirar o atraso escrevendo mais rápido e acabávamos produzindo algo que não nos satisfazia completamente.
  • Não fazia sentido estar viajando pelo deserto da Índia e escrevendo sobre as praias paradisíacas da Tailândia.

Depois de pensar muito decidimos que seria melhor esquecer a internet, aproveitar a nossa viagem, tirar muitas fotos e anotar os dados importantes no nosso caderninho. Depois quando terminássemos a viagem poderíamos rever todas as informações, dedicar mais tempo e escrever com mais calma algo que fosse ao mesmo tempo relevante para nós e útil para os que nos leêm.

Por isso sim, estamos super desatualizados.. mas estamos vivos e felizes da vida.. e de jeito nenhum vamos deixar de contar nossas histórias em detalhes. Desde o calor infernal de Cingapura, os trens da Malásia e da Tailândia com direito a gafanhotos fritos e militares armados nas ruas.. passando pelas praias de Ko Phagnan e a loucura de Bangkok, os 3 dias em Hong Kong e o melhor mês de todos na Índia, que não seria o mesmo sem a companhia do Duda (irmão da Cris) e da Drica que estão morando por lá e nos levaram aos lugares mais incríveis de um país que mais parece outro planeta.. as visitas aos amigos que moram na Europa, as duas intensas semanas no Marrocos, sem saber falar nem francês nem árabe. A chegada ao Brasil depois de 2 anos fora.. o Rio de Janeiro, que está mais lindo do que nunca… os dois meses em casa, Curitiba e litoral, com nossas famílias e amigos.. Natal, Ano Novo, o nosso casamento.. E por fim a espetacular Cordilheira dos Andes no Peru, onde estamos agora.. amanhã estaremos no Chile e semana que vem de volta a Wellington, nossa casa na Nova Zelândia, onde enfim vamos organizar todas as fotos e informações.. nada mais propício do que o inverno Neo-Zelandês para sentar na frente do computador e contar histórias!

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Em Lombok durante o Ramadan

Ferry de Padangbai (Bali) a Lembar (Lombok)

Segundo informações do oficial do terminal de embarque o Ferry saía de 90 em 90 minutos e levava 5hs até Lembar, em Lombok, uma das ilhas de Nusa Tenggara, Indonésia. Primeira lição de Lombok: as coisas aqui nem sempre são como eles dizem. Chegamos no terminal às 9hs da manhã e ficamos na fila de motos esperando para embarcar por 2 horas e meia. Quando chegamos tinha um Ferry atracado, que saiu e uma pequena fila ficou. Depois de muito tempo chegou outro Ferry, baixou a porta, levantou a porta, todos na fila se prepararam, colocaram capacetes, ligaram as motos, mas ninguém embarcou e o navio foi embora mais uma vez. Só às 11:30 pudemos embarcar em um Ferry, com outras inúmeras motos, caminhões e carros. Debaixo do calor de meio dia, o Ferry ainda demorou quase uma hora pra sair do lugar. 5 horas de viagem… saindo meio-dia e meia.. nossas esperanças de chegar em Lombok e pegar estrada ainda de dia já tinham ido pelo ralo.
Durante toda essa espera vários vendedores muuuuito insistentes tentavam nos convencer a comprar seus produtos, de óculos escuros a nasi campur pra viagem (arroz frito com carne de porco e frango). Em uma situação normal talvez tivéssemos ficado irritados com isso, mas ali na fila, onde não tínhamos mais o que fazer a não ser esperar, foi até divertido.

O Ferry é enorme, tem vários tipos de acentos, e as 5hs dentro dele até que foram tranqüilas, apesar de já ali sentirmos a diferença de comportamento das pessoas de Lombok pras de Bali. A sensação de segurança e tranqüilidade que tínhamos em Bali já começou a mudar na própria fila do embarque, pela primeira vez desde que saí da NZ fiquei preocupada com a mochila nas minhas costas enquanto eu esperava sentada na moto. Durante a viagem, não deixamos por um minuto que fosse as mochilas no banco sem que algum de nós 4 estivesse cuidando. É difícil explicar essa sensação de insegurança, como ela vem e porque ela vem assim de repente, mas vindo do Brasil sabemos bem como essas coisas funcionam, sentimos a ameaça no comportamento, no olhar das pessoas. Quando estávamos atracando em Lombok um grupo de meninos pulou pra dentro do Ferry, começou a andar por tudo falando alto e passando pelo meio das pessoas, um deles parou logo atrás de mim e pode até ter sido um pouco de paranóia brasileira, mas achei melhor me encostar na parede e evitar que ele pudesse abrir minha mochila.

O banheiro do Ferry também vale a pena lembrar… era daqueles de se agachar, com lugar pra colocar os pés, um baldinho mergulhado na água pra dar a descarga.. até aí tudo bem, nada que eu não estivesse esperando… outra lição que eu já tinha aprendido em Bali é sempre carregar papel higiênico na bolsa.. eu só não estava preparada pro chão alagado e uma torneira pingando a 30cm do meu pé, fazendo a “água” do chão espirrar na minha perna a cada pingo.. nem pra conseguir mirar o buraco do vaso com o barco chacoalhando pra lá e pra cá.. Mas deu tudo certo no fim das contas… devia ter tirado uma foto daquele banheiro…

A saída do Ferry foi o próprio inferno… o Felipe e o Pasqual tinham ido na frente tirar as motos enquanto eu e a Ale saímos depois a pé. Não tinha uma saída pra pedestres e tivemos que descer e sair andando no meio dos caminhões, respirando fumaça de diesel num lugar fechado e escuro… quando enfim saímos encontramos o Felipe e o Pasqual nas motos já impacientes com a multidão em volta deles… subimos nas motos e saímos sem saber muito bem pra que lado ir, até achar um lugar mais calmo pra parar e olhar o mapa.

Primeiras impressões de Lombok

Lombok, como a grande maior parte da Indonésia, tem como religião predominante o Islamismo e nós chegamos lá durante a última semana do Ramadam, o mês sagrado de purificação muçulmano. Eu entrei no Ferry vestindo saia e blusinha de alcinha e saí vestindo calça e um chale enrolado no ombro.. que eu só me senti à vontade pra tirar depois de chegar no hotel. Vimos muitas mulheres usando véu na cabeça e nenhuma, absolutamente nenhuma, muçulmana ou não, com os ombros de fora. Segunda lição de Lombok: o astral aqui é bem mais tenso.

Nosso destino era Kuta, uma praia ao sul de Lombok que, além do famoso Desert Point, é a região onde tem as melhores ondas da ilha e tem também uma certa estrutura pra turistas (hotéis, restaurantes, etc.).  Tudo que tínhamos era o mapa do Lonely Planet e algumas poucas dicas que o Luís nos deu. É muito fácil de se perder, as estradas são confusas e tem  muito pouca sinalização. Paramos várias vezes para pedir informações, todos foram sempre muito prestativos, mas não falavam inglês… então nós perguntávamos em Indonesiano como ir até Kuta, ou até a próxima cidade que tinha no mapa, e tentávamos interpretar os gestos da resposta, indicando a direção. Logo nas primeiras paradas já aprendi a terceira lição de Lombok: mulher não fala com homem. As poucas vezes que tomei a iniciativa pra perguntar alguma para um homem, ou ele me ignorou completamente ou me olhou com repreensão… ok.. não estamos mais em Bali, de agora em diante nada de sorrisos ou conversas, deixe que os meninos falem… a não ser que a iniciativa parta da outra pessoa de vir falar comigo.

De Lembar a Kuta levamos em torno de 2 horas de viagem. Poderia ter levado a metade do tempo se não tivéssemos nos perdido de noite no meio do nada e sem ninguém pra pedir informação.. e principalmente se as estradas não fossem tão esburacadas.. Tem um trecho que não existe estrada, só buracos.. Parece que estão construindo uma estrada paralela que é pra ser boa, mas não vimos nenhum sinal de obras e tem até algumas casas no meio do caminho de onde deveria ser a estrada.. Enquanto isso o jeito foi passar pelos buracos mesmo.. Minha bunda e minhas costas nunca sofreram tanto!!
Vimos um acidente de moto no meio do caminho.. Por aqui ninguém usa capacete (que é obrigatório em Bali), não vimos policiais de trânsito em lugar nenhum, vimos famílias inteiras em cima de uma moto, pai, mãe e dois filhos, e os adolescentes gostam de correr com as motos.. Quarta lição de Lombok: aqui não é tão divertido andar de moto. Gostaríamos de ter visitado outras partes da ilha, ir até Gili Islands, mas devido ao empenho e ao tempo de estrada, acabamos ficando só pela parte sul.
Passamos por vários vilarejos no caminho, tudo muito pobre.. Lombok parece estar abandonada pelo governo da Indonésia… casebres de madeira e bambu com telhado de palha, muito lixo por tudo, crianças brincando em cima do lixo..

A pousada perdida

Quando enfim chegamos a Kuta eram umas 8hs da noite, pela primeira vez tínhamos reservado nossa estadia.. De Bali ligamos pra duas pousadas que o Luís conhecia, e as duas estavam lotadas.. Então ligamos para outra que estava no guia, e enfim conseguimos reservar dois quartos por um preço não absurdo.. O lugar se chamava “Melon Homestay” e as indicações do guia não eram muito precisas.. Demos algumas voltas por Kuta (que não é muito grande) e não encontramos, estávamos super cansados.. então paramos em um restaurante pra perguntar… Opan, o menino que trabalha nesse restaurante, foi quem nos salvou essa noite. Ele nos levou até o Melon Homestay pessoalmente, chegando lá o cara que atendia mal falava inglês e ele ficou nos ajudando a traduzir até que entendemos que não tinha quarto pra gente. Eles tinham reservado dois quartos que eles achavam que as pessoas iam sair naquele dia, mas não saíram.. Então não tinha vaga. O Pasqual queria ficar discutindo e brigando com o cara da pousada, eu já estava tão cansada que só queria encontrar outro lugar pra largar as malas, comer alguma coisa e dormir. Lembrando da primeira lição: as coisas nem sempre são como eles dizem, especialmente no Melon Homestay. Então o Opan nos levou até outra pousada que tinha quartos vagos, mas achamos que eles pediram muito caro pelo quarto que estavam oferecendo e que ninguém gostou.. Então o Opan disse “ok, vou levar vocês num lugar que vocês vão gostar do quarto e do preço”.. e não deu outra, finalmente achamos o “Segare Anak”, um hotel na frente da praia com quartos simples (chuveiro frio), um restaurante na frente e uma piscina nos fundos por 80,000 rúpias (aprox. US$8,00) por dia, incluindo café da manhã… e o pessoal que trabalha lá são todos muito gente fina.. pra que mais que isso? Passamos os nossos 5 dias de Lombok hospedados lá.

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Primeiro dia tão intenso quanto Bali

No dia anterior já tínhamos combinado eu, o Pasqual, meu amigo do Brasil e Nova Zelândia, o Luís,  amigo do Pasqual que é uma pessoa incrível e nos recebeu super bem na Indonésia mesmo sem nos conhecer, o Steve, um australiano, que mora em Ubud – Bali, faz yoga e está bastante empolgado com o casamento com sua namorada japonesa que está pra ter um bebê, e o Tilo um alemão que já mora há tempos em Bali e está viajando há muito tempo, de irmos surfar num secret spot no leste de Bali saindo às 6 da manhã.

A promessa eram boas ondas e pouca gente na água, novamente tenho que agradecer ao Luís pela dica. Acordamos pontualmente e saímos da pousada eu e o Pasqual na mesma moto, ele dirigindo e eu na garupa pra encontrar o resto do pessoal na casa do Luís. Chegamos lá e novamente fomos muito bem recebidos com um super café da manhã. De lá seguimos pro pico que dá uma meia hora de Sanur. Chegamos a uma praia deserta de areia escura, com vários coqueiros, duas pessoas na água (enquanto nos picos mais famosos de Bali como Padang Padang você facilmente chega a ver 50 pessoas), ondas perfeitas quebrando pra direita e esquerda com 4 a 6 pés, a direita mais longa e a esquerda curta mas pesada, um lindo céu azul, água quente, ao fundo o majestoso Agung, o maior vulcão de Bali e na frente Nusa Lebongan, uma cena de sonho pra qualquer surfista.

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Apaixonados por Bali

Selamat pagi pessoal. Estamos na Indonésia há 2 semanas, mas parece muito muito mais e como faz tempo que não escrevemos, se preparem que aí vem história. É um sentimento de novidade a cada minuto e ao mesmo tempo de identificação, alguma coisa aqui faz eu me sentir em casa. A Nova Zelândia parece estar tão distante agora, a sensação é de que a Austrália foi não mais do que uma passagem rápida e de que a viagem começou mesmo no dia em que decolamos de Perth. Hoje, mais precisamente, estamos em Lombok, umas das ilhas de Nusa Tenggara, mas eu vim aqui contar um pouquinho do que foram as primeiras semanas em Bali.

Chegada

No aeroporto de Perth e durante todo o vôo me bateu um nervosismo fora do normal. Meu coração parecia que ia sair pela boca, eu ficava com tontura e não conseguia explicar para o Felipe por quê. Só depois é que fui entender que eu estava prestes a me apaixonar. Foi amor à primeira vista das cores, do mar, da arquitetura, dos sorrisos; ao primeiro cheiro de sândalo, do mar e dos restaurantes; ao primeiro som de sinos, do mar, das buzinas, à  primeira vontade de arrancar a bota, a calça e ficar só com o vestido já nos 30 graus dentro do aeroporto. Amor daqueles que mesmo sabendo dos defeitos do outro, se apaixona a cada dia mais. Bali  é apaixonante. Mesmo com a pobreza intrínseca, o trânsito caótico, poluído e barulhento, os esgotos abertos, o lixo nas ruas, a corrupção, o número excessivo de turistas… Bali continua sendo apaixonante. O pouco que conhecemos da ilha antes de vir pra Lombok nos mostrou que Bali é linda, colorida e sorridente. Cada esquina, cada casa, cada objeto, é um exemplo de que Bali transborda arte, culura e história por todos os poros. A comida é maravilhosa. Antes de sair recebemos vários avisos de nem mesmo escovar os dentes com água da torneira por risco de contaminação, mesmo assim desde o primeiro dia tomamos sucos naturais, chá com gelo, comemos em pequenos restaurantes locais (que não falam inglês, não servem comida ocidental e não cobram 5x o preço normal) e sim, escovamos os dentes normalmente com a água da torneira e ainda não tivemos nenhum problema, nem eu nem o Felipe.

Imigração

Saímos de Perth com 1 hora de atraso e chegamos ao aeroporto de Denpasar (que na verdade não fica em Denpasar) às 3:30 da tarde. Primeira parada foi para pagar o visto – US$25 cada, ou 50.000 Rúpias os dois, já que o Felipe tinha tirado algumas Rúpias antes de sair da Austrália. Segunda e loooonga parada foi na fila da imigração, que apesar da espera de aproximadamente 1 hora, foi bem tranqüila, pegaram nossos passaportes, os formulários que preenchemos dentro do vôo, o recibo de pagamento e devolveram com o carimbo “Republic of Indonesia” com visto de 30 dias. Nenhuma pergunta, nenhum outro documento, simples assim. Quando enfim conseguimos passar, nossas malas estavam nos esperando no chão do saguão do aeroporto. Seguranças do aeroporto entregavam as malas para seus respectivos donos. Também passamos pelos policiais com as malas e pranchas de surf sem nenhuma pergunta e nem mesmo raio-x. Mas atrás de mim vi um cara tendo que colocar as pranchas de surf em cima da mesa, abrir e mostrar o que tinha dentro. A lei indonesiana tem tolerância zero para posse de drogas e se encontrarem qualquer coisa, a pessoa pode pegar pena de morte por aqui. Saindo do aeroporto, tinha uma multidão do lado de fora. Uma loucura geral, todos se amontoando atrás de um portãozinho, gritando, segurando plaquinhas com nomes, se empurrando… muita muita gente mesmo e muito, mas muito calor. E de lá de dentro do aeroporto já vimos o Pasqual e a Ale, no cantinho, um pouquinho separados da multidão, acenando pra gente.

Recepção em Bali

Pasqual e Ale são um casal de muito bons e queridos amigos nossos, também de Curitiba e que também moram na Nova Zelândia, eles saíram de viagem 1 mês antes da gente e nos acompanharão em vários trechos do caminho. Eles chegaram na Indonésia também 1 mês antes e quando chegamos eles não só estavam nos esperando no aeroporto como também já agilizaram um taxi para nos levar pra casa de um amigo e já tinham até alugado uma motoquinha pra gente pro próximo mês. Valeu muuuuito, queridos! Em Cingapura a gente espera vocês. Fomos de taxi até a casa do Luís, outro brasileiro, também de Curitiba, que mora em Bali há 7 meses com a mulher, Aline, que é da Suíça. A casa do Luís fica em Sanur, uma cidade na costa leste de Bali. O primeiro susto foi o trânsito, já conhecíamos a fama do caos do trânsito daqui, mas de dentro do taxi ficamos mesmo impressionados. Muitas muitas motos, às vezes famílias inteiras em cima de uma moto, os carros e motos se amontoam, se ultrapassam, viram na frente uns dos outros sem esperar a sua vez, só avisam com uma buzinadinha.. ou seja.. todo mundo buzina o tempo todo e parece que todo mundo “quase bate“ o tempo todo também. Na casa do Luís enfim consegui tirar a bota e a calça e dar uma relaxada. Pagamos o aluguel da nossa moto, 600.000 rúpias pra um mês, o que é equivalente a US$60 (isso mesmo, 2 dólares por dia). De noite nos mudamos os quatro para a “Kesari Sanur”, uma pousada excelente em Sanur, estilo mais ocidental, com piscina, internet e quartos com ar condicionado. Preço: 150,000 rúpias por dia cada quarto – 7,50 dólares por pessoa. Ficamos 3 dias hospedados lá e depois nos mudamos pra “Sun House”, outra pousada excelente, de estilo mais balinês, mas também com piscina, ar condicionado e o mesmo preço. Ficamos mais 2 dias lá. Recomendo qualquer uma das duas pra quem estiver pensando em ir pra Sanur, só a piscina já vale muito a pena nesse calorzão.

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Continuamos vivos

Estamos em Bali a uma semana e tem sido uma experiência muito intensa em todos os sentidos. Estamos um pouco afastados do computador e a internet é bem lenta por aqui. Passamos 5 dias em Sanur, 4 em Ubud e amanhã vamos pra Bukit estamos curtindo muito em breve postaremos algo. Mas sem pressa pois estamos em BALI :)

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