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O coração do Oeste da Australia

Visão geral
Perth é a capital de Western Australia que supostamente é o estado mais rico da Australia em boa parte pelo boom da mineração no norte do estado. É também uma região de colonizacão recente com mais ou menos 180 anos de hístória. Tudo é muito novo e moderno .
Pegamos um clima agradável, e mesmo pegando alguns momentos de chuva, a temperatura sempre estava perto dos 20 graus caindo um pouco à noite. O verão é bem quente e seco e o inverno frio e chuvoso .
O relevo é bem plano com um grande rio dividindo a cidade entre sul e norte. A cidade é muito espalhada, com bairros distantes entre si, casas com terrenos espaçosos, grandes parques e áreas com a vegetação típica da região, com muitos eucaliptos e arbustos num solo vermelho vivo que tende a tingir casas e calçadas.
O transporte coletivo é bom, com trens, barcos e ônibus, mas infelizmente tem uma má cobertura, as avenidas são largas e quase todo mundo usa carro pra se locomover e com excessão do centro, é difícil ver alguém andando na rua.
Perth apesar de moderna e estruturada mantém uma atmosfera rústica de cidade do interior, onde as pessoas têm mais tempo, falam mais devagar e gostam mais de um bate papo, num ambiente mais família. Sentimos que a Amanda e o Roberto foram bem recebidos acolhidos pela cidade e tem uma excelente qualidade de vida.
Chegada
A chegada em Perth foi um pouco estranha, desembarcamos num aeroporto em reformas, foi como se tivéssemos aterrisado numa obra. As malas vieram em diferentes lugares e levamos pelo menos 1 hora pra achar a minha prima Amanda, que gentilmente foi nos buscar, ela mora lá com o marido Roberto e estão lá há quase 2 anos. Foi ótimo ficar com eles, não só pelo tratamento VIP (obrigado Amanda e Roberto), mas também pelas dicas e as hístórias sobre a cidade.


Do aeroporto fomos direto para uma famosa cervejaria da cidade, Little Creatures no bairro artísico de Freemantle. Lá botamos o papo em dia e tomamos o que dizem ser uma das melhor cervejas de cidade, além da cerveja o lugar tem muita personalidade, que é basicamente rústico com algums detalhes bem sofisticados.
September 22, 2008 No Comments
Sydney Video
September 22, 2008 3 Comments
Pensamentos e sentimentos em Sydney

Tenho alguns amigos que vieram pra Sydney e se apaixonaram pela cidade. Não foi um nem dois, foram vários que moraram em Sydney ou vieram a passeio e voltaram contando que a cidade é tudo de bom. Eu não posso dizer que penso diferente de nenhum deles. Sydney é mesmo maravilhosa.
Os quatro dias que passamos em Sydney foram um troca-troca de impressões e pensamentos, foi até engraçado ver como desde o primeiro minuto estávamos tentando formar nossos conceitos sobre a cidade, mas no minuto seguinte esse conceito era substituído por outro e foi assim até o fim do quarto dia. Talvez porque Sydney não seja apenas uma cidade, mas várias cidades dentro de uma.
Em um primeiro momento achamos tudo muito parecido com a Nova Zelândia, as ruas, as lojas, o estilo de vida e cultura do povo, e não entendíamos o deslumbramento dos nossos amigos. Ao fim do primeiro dia de “day-tripper” percebi que sim, os australianos são mesmo irmãos dos neo-zelandezes, mas Sydney é a irmã mais velha, bem sucedida, estonteantemente linda, aquela que as irmã menores querem ser quando crescer.
Se Sydney pode ser uma Auckland quatro vezes amplificada, como eu disse no post anterior, só mesmo se for quando é vista de cima. Vistas de dentro as duas cidades são muito diferentes. Sydney é imensa., existem pontos do centro da cidade que chegam a lembrar São Paulo. Mas é limpa, organizada e segura.
Tem mar pra todos os lados, como Auckland, mas tem água por dentro também, tem água por tudo, o que faz dela ainda mais linda e que também permite que cada bairro pareça uma pequena cidade com seus mercados, suas praias e seus habitantes. E acho que são justamente esses habitantes que diferenciam Sydney de Auckland, apesar de ser muito maior em tamanho e importância, as pessoas estão nas ruas de Sydney, nos barcos, nos ônibus, nos trens.. Tanto no centro quanto nos bairros vimos sempre muita gente andando nas ruas, indo pro trabalho, pra escola, passeando ou se exercitando, as ruas estão sempre cheias de gente. A cidade não é feita apenas pra carros. Fiquei muito impressionada com o sistema de transporte público, é possível ir de qualquer lugar para qualquer lugar usando os ferries, trens e ônibus da cidade, sem se perder, além de que andar a pé por lá é uma delícia.
September 15, 2008 6 Comments
3 Dias em Sydney
Primeiras Impressões
Chegando no centro já pudemos ter uma melhor idéia de como era cidade. Sydney é uma cidade moderna, vibrante, limpa e organizada, cosmopolita, com uma bela arquitetura, e ainda um excelente sistema de transporte público. Muitas pessoas na rua andando, de todas as etnias, falando vários idiomas diferentes, turistas, executivos, mendigos, atletas urbanos e aborígines tocando dijeridoo. A geografia também é um dos pontos fortes da cidade que tem muita água e apesar do tamanho tem várias prainhas desertas, muitos barcos, e muitas casas com belas vistas.
Dia 1 – Centro


Chegando lá
O nosso primeiro dia foi bem corrido, a nossa intensão era ter uma visão geral do centro da cidade e conhecer alguns pontos turísticos. Tomamos um café da manhã, pegamos nossa mochila e fomos andando até o terminal de embarque pra pegar o ferry. Lá compramos um day tripper que é um passe livre pra metro, ônibus e ferry por AUD 16 por pessoa. O Ferry de Manly até o centro dá mais ou menos 30 minutos observando a linda paisagem de Sydney.



The Rocks
O nosso primeiro destino no centro foi the rocks, o centro histórico da cidade. Lá vimos um pouco da história da colonização da cidade e construções antigas. É uma parte muito bem preservada.



Opera House
A Opera House é o símbolo da cidade. É praticamente impossível vir ao centro e não passar por aqui. É provavelmente uma das obras arquitetônicas mais importantes do mundo e sem dúvida a mais importante da cidade. O curioso é que toda a superfície que cobre a ópera é feita de azulejos.
September 14, 2008 6 Comments
E a viagem começa
Acordei domingo às 7:15 com o sol entrando pela janela, olhei pra fora e já tinham alguns veleiros na baía, um vento bem fraquinho.. depois de uma semana de intensos frio e chuva, Wellington nos trouxe um maravilhoso domingo para se despedir.
Felipe já estava acordado há tempos, trabalhando no computador.. “são 7 da manhã, você acordou cedo hein?! está ansioso?” … “um pouquinho”, ele respondeu.
Depois de deixar tudo arrumado em casa para só pegar as malas e partir, fomos caminhando pela beira-mar com Sven, Lagi e Cam (que veio nos encontrar pra dar um último tchau) até uma cafeteria deliciosa que fica a uns 20 minutos de casa para nos encontrarmos com Carine, André, Lina, Dulce e Decarlos para o café da manhã e depois seguirmos para o aeroporto.
Enquanto estávamos lá uma surpresa: Lagi e Sven nos presentearam com lindos colares de Jade, com pingentes em forma de Koru, que na tradição Maori significa o ciclo da vida, reinício. E um cartão que deixamos pra ler no aeroporto. Na volta pra casa, seguindo as crenças Maori, fomos até o mar para a Lagi benzer os colares e ter a certeza de que vamos voltar para a Nova Zelândia. Thanks darling.
Voltamos pra casa também caminhando, conversando e admirando a paisagem. Nos despedimos da Carine, do André e da Lina, pegamos as malas. Dei uma fitinha do Senhor do Bonfim pro Cam, que está indo para a América do Sul no fim do mês pra passar 1 ano, com os 3 nozinhos e 3 pedidos. Carregamos o carro do Decarlos com as malas e pranchas e fomos de carona com o Sven e a Lagi até o aeroporto. Como é bom ter amigos como vocês! Obrigada mais uma vez!
A caminho pro aeroporto comentários de como o dia estava lindo e como é difícil descrever a sensação desse momento. O coração batendo mais depressa e a cabeça um pouco tonta. A casa, o caminho para o trabalho, os amigos, as lindas paisagens, o inverno, a rotina ficando pra trás. O aeroporto, os próximos destinos, as novidades, o desconhecido, a realização de um sonho chegando mais perto a cada minuto.
On Sunday I woke up at 7:15 am with the sun entering by the window, I looked outside and there were a few sail boats at the bay, a light breeze… after a week of intense cold and rain, Wellington brought us a beautiful Sunday to say goodbye.
Felipe was already awake some time ago, working on the computer .. “it’s 7 in the morning, you woke up early, aye? are you anxious?” … “a little bit”, he replied.
After getting everything tidy at home and ready to only pick the bags up and leave, we walked by the beach with Sven, Lagi and Cam (who came to meet us and say a last goodbye) to a delicious cafè which is about 20 minutes from home, there we met Carine, André, Lina, Dulce and Decarlos for breakfast and then from there to the airport.
While we were there, a surprise: Lagi and Sven gave us beautiful Jade (greenstone) necklaces, with Koru shaped pendants, which in Maori tradition means the cycle of life (being very brief). And a card that we kept to read at the airport. When we were going back home, following Maori beliefs, Lagi got the necklaces to the sea to have them blessed and be sure that we will return to New Zealand. Thanks darling.
We went home also walking, talking and admiring the landscape. Said goodbye to Carine, André and Lina, got the backpacks. I gave a little traditional (supersticious) Brazilian gift to Cam, who is going to South America at the end of the month to spend 1 year over there. Decarlos’ car was carried with our bags and boards and we got a ride with Sven and Lagi to the airport. How good is to have friends like you! Thank you again!
On the way to the airport comments on how beautiful the day was and how difficult it is to describe the feeling of this moment. The heart beating faster and I was getting a little bit dizzy. The house, the path to work everyday, the friends, the beautiful landscapes, the winter, the routine, staying behind us. The airport, the next destination, the news, the unknown, a dream becoming reality, in front of us, getting closer at each meter.
September 10, 2008 14 Comments


